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domingo, 23 de agosto de 2009

Série de Poemas: PARANÓIA(II)

PARANÓIA(II)

Calçadas amparadas
Tossiram um segredo
Um nada foi revelado
Extinguiu-se todo o medo

Latindo, o que pia falou
Saindo, o sussurro perturbou
Onde está 0 alento
Que nos olha a tempos?

Nos persegue em percalços
Nossos simples olhares.
Nos destrói os nossos passos
Em singelos pesares.

Como pode ser inconspícuo
Falando, gritando,ambíguo...
Em nossas cabeças baixas?
Medrosos, escondemos nossas caixas.

Absurdo comungador, falência...
Que nos corrói, e presos somos...
Em nós mesmos. Mecânicos. Demência!
Demência nossa. Aonde vamos?

Vamos sussurrar paciência
Cheirar abismo longícuo
da Paz inexistente, pobres?
Ou olhar a frente, iluminar os cantos
e despertar mentes dormentes?
Silva, Rodrigo Barbosa.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Série de Poemas: PARANÓIA(I)

Este é o primeiro poema dá série de poemas: PARANÓIA. Nestes poemas retrato os enclaves fortificados (prisões) que vivemos na sociedade, tendo como principal foco um segredo.
Pergunto-lhes: Seria o medo? Nós? Os olhares dos outros? O próprio oculto? Ou nenhum dos anteriores ( se for, diga qual )?
Descubram e comentem qual a opinião de vocês...

Que comecem os jogos!


PARANÓIA (I)

Andamos loucos pela estrada,
Com medo, de tudo
Ouvimos vozes sorrateiras,
Maldosas, e cruéis.

Olhamos para trás,
Não vemos. Um nada!
Queremos correr e...
Correr, e correr, e andamos.

Muda Paranóia,
Nos ouve, mas não fala
Se cala diante de tanta...
Expressão de suor nas mãos, ... geladas

Verdade ... Sentimos mentira
E temos medo dela, cad-ela!
Porque devemos desvairar lucidez
Num deserto esperto e certeiro?

E pior! Temos medos de nós!
De nós mesmo! O que faremos?
...
Nada? Por isso temos medo.
E os nossos marasmos?
São nada também?

Que se acerque toda vaidade
Diante da ternura e se ajoelhe
Que todo medo se desespere diante da...
Força, raiz de nossos corações.
Silva, Rodrigo Barbosa.